quarta-feira, 24 de setembro de 2008

.peace.

Passei da fase de escrever sem pontuação, de até mesmo esquecer o computador para escrever. Depois de meses imerso em um gravador de fitas volto a internet após o mesmo quebrar. Creio que o gravador se cansou do fardo das palavras perdidas nele. 
Chega um momento na vida que tudo se estabiliza pelo menos por alguns meses, e assim vou vivendo. Aprendi a eliminar as energias negativas arrancando-as pela raiz, aprendi a perdoar para ser açoitado novamente mas também aprendi a perdoar para vislumbrar a possível mudança. No fim isso me mostra que podemos aprender sempre mas também que errar é inevitável. Como em discussão com uma amiga sobre "De Profundis" acabamos por concluir que o amor em qualquer grau de adoração pode fazer com que aceitemos coisas impossíveis de aceitar ao grande olho do senso comum. Tome cuidado ao adorar mas não se entregue ao mestre de obras que faz os muros de sua casa, defina um tamanho ideal para bloquear os seres rastejantes mas que os bons possam pular. 
Fico feliz em saber que certas pessoas boas ainda conseguem pular por esse muro meu, que muitas vezes parece ser alto demais. Com o sangue renovado deixo a paz entrar em minha nova morada, e a abraço de modo a sufocá-la até demais, pois havia necessidade de acabar com toda a saudade deixada para trás há tempos. 
Sigo em frente. 

Até mais.